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O impacto da inovação na construção de piquetes

07/11/2017 15:11h

O produtor Thiago Vilas Boas, da Fazenda Aurora, localizada em Itaberaí (GO), cidade a 90 km de Goiânia, buscou opções inovadoras e modernas para seu trabalho.

Com capacidade para o confinamento de 4.500 bois, com 23 piquetes de engorda, Thiago cansou de chegar na propriedade e se deparar com as cercas no chão. “Tive muitos problemas com bois que varavam cercas ou quebravam a perna enroscando-se nos fios de arame”, afirma.

A solução encontrada foi trocar as cercas convencionais dos piquetes por cercas elétricas, tecnologia pouco comum neste sistema de produção, mas que vem ganhando adeptos a cada ano.

Normalmente, as cercas são compostas por cinco fios, com eletrificação em apenas um (o terceiro). Os fios são espaçados 25cm entre si, o que facilita a emissão do choque, quando o animal encosta simultaneamente no fio positivo (eletrificado) e no negativo, mas também cria o problema. Com um espaço tão curto entre os fios, ocorre o que os especialistas chamam de indução eletromagnética, que consiste de uma corrente elétrica nas proximidades do condutor, no caso, o fio eletrificado que “transfere” a eletricidade para os negativos. Para evitar que isso aconteça, Guilherme Gomes Garcés, técnico da Tru-test, interliga os cinco fios no final de cada cerca com um pedaço de arame, fazendo deste modo a ligação com aterramento, que é conectado ao último fio.

Uma dúvida constante aos produtores na hora de trocar a opção tradicional pelo cercamento elétrico é se o fio eletrificado passa pelo bebedouro, que normalmente fica na divisa das cercas, por isso na hora de instalar a cerca o produtor deve certificar se os isoladores estão em uma distância correta além de contar com o uso de isoladores.  

Como faz para passar o choque de um curral para outro?

A eletricidade é transmitida para o piquete adjacente pelo lado oposto, na parte de trás do curral, onde fica a porteira de entrada e saída do gado. Para que o fio conduza a eletricidade até o piquete vizinho, são empregados cabos subterrâneos, instalados debaixo da porteira.

A conexão entre cabo subterrâneo e fio eletrificado da cerca de cada um dos currais é feita por meio de grampos conectores. Já o aterramento deve ser feito com hastes de cobre ou galvanizadas, de 2,4m de comprimento. O número de hastes é calculado de acordo com a potência do eletrificador. O cálculo utilizado é 1 jaule de potência liberada para cada 5 km de carca.

Buscar inovações e melhores práticas para o trabalho no campo, pode ser uma das respostas  para os produtores que buscam aumentar a sua produtividade.

 

 

Fonte: Revista DBO

Foto: Bruno Ribeiro

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